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SECOND GENERATION
5. Angela Maria Cristina Uchôa
ABREU BRANCO
was born on
26 Sep 1951 in Resende - Rio de Janeiro. He Conhecido (a) como Xeloca.
- ANGELA MARIA CRISTINA DE MIRANDA UCHÔA
Quarta filha do casal ENA & MOACYR, nasceu em Resende, RJ, no dia 26 de
setembro de 1951. Foram seus padrinhos seus irmãos mais velhos, Luiz Carlos
e Anna Maria, respectivamente com 13 e 12 anos de idade.
Sua chegada ao planeta foi motivo de júbilo para seus pais que não
mais esperavam a graça de outro filho. Nasceu linda, rosada, cabelinhos
escuros e anelados. Desde pequenina sua mãe cantava muito para ela e ligava
sempre o rádio para que ouvisse música. Com dois anos, gostava muito
de dançar, ficando horas dançando ao som da vitrola. Ouvia e se deleitava
ao som de músicas clássicas e de óperas.
Dos três aos cinco aninhos, sentia-se muito só e dizia, de vez em
quando: "Coitadinha de eu, não tenho com quem brincar...". Isso,
porque os irmãos eram bem mais velhos, e na vizinhança só haviam
meninos que a hostilizavam. Gostava muito de tocar num pianinho de brinquedo,
tentando acompanhar sua irmã que tocava no piano grande. Um dia, Anna Maria
chamou-a para que a acompanhasse na parte aguda do piano em que tocava, tendo
se surpreendido quando ela a acompanhou de verdade.
Possuidora de ouvido privilegiado , passou a tocar e a compor pequeninas músicas,
as quais dava nomes, como "Brinquedinho de Cristal", "Capinzinho
Verde", "Aventuras na Suíça", etc, e uma dedicada ao
pai, dizendo que representava " Papai do Céu passeando montado num
burrinho, com um cálice na mão e uma coroa na cabeça".
Com 4 anos, tocava, entre outras músicas, o hino da Academia Militar e
os demais hinos das diversas armas, chegando, certa vez, a causar espanto ao
comandante que se achava em visita a seus pais e que passou a chamá-la de
"pequena pianista".
Começou a fazer ballet e a estudar piano em Resende, mas em 1957, com a
transferência de seu pai para Salvador, teve que recomeçar, lá,
seus estudos.
Matriculada na Escolinha do Parque, continuou o ballet, fez o Jardim de Infância
e lá estudou até o 3º ano primário. Em Salvador, teve ótimos
professores de piano, seus fãs, e quando em fins de 1960 seus pais se mudaram
para Niterói, ela estava frequentando a Escola de Música, para a qual
fez exame tocando pequenas composições suas. Em Niterói, continuou
os estudos no Externato Alzira Bittencourt e, depois, no Liceu Nilo Peçanha,
onde fez o curso ginasial.
Em 1967, estando sua irmã morando em Salvador, seus pais resolveram leva-la
para lá, para que fizesse o curso científico, e mudar de ambiente,
uma vez que era muito retraída, não gostando de festas, nem de fazer
amigos.
Deveria cursar o Colégio Estadual da Bahia, mas não se adaptou, ficando
em Salvador, somente por 6 meses, apenas estudando música e francês.
Voltando à Niterói, estudou música, inglês e francês
até o final do ano. Em 1968, seus pais mudaram-se para Brasilia, onde ela
frequentou a escola Elefante Branco, o CIEN e, a seguir, o pré-universitário,
preparando-se para o vestibular.
Sendo ótima aluna, tirava sempre o primeiro lugar, recebendo bolsas de
estudo, dai ter seu pai tido poucas despesas escolares com ela. Continuou com
o piano e o inglês, terminando o curso "Brasil-Estados Unidos"
e o "Michigan".
Em 1970 fez vestibular para a Universidade de Brasilia, tirando o primeiro lugar
em meio a 4.548 candidatos, o que lhe valeu um prêmio do Colégio Pre-Universitário.
Seu vestibular foi para Química, em cujo curso chegou a ser monitora, mas
resolveu trocar de área, prestando novo vestibular, um ano depois, conquistando
dessa vez o 3º lugar geral, mas agora para Psicologia.
Fez um belo curso, diplomando-se em 1975. Brasilia teve o dom de modificar sua
personalidade, tornando-se uma moça descontraída, cheia de amigos e
alegre.
Sua professora de piano, Neuza, também sua prima, sempre a considerou um
talento, não se conformando em ela não terminar o curso. Gostava de
improvisar e compor belas músicas e canções.
Conheceu João de Abreu Branco Júnior e, em 1º de março de
1975, se casaram. O casamento foi celebrado no Sitio de seus pais, o "CANTINHO
DA VOITA", no município de Alexânia, Goiás. Ela não
quis vestido de noiva. Casou-se com um vestido simples e um chapéu de renda.
O civil foi realizado na varanda da casa, e o religioso na beira do rio. Quis
ela que seu pai fizesse o casamento em ritual espiritualista.
Terminando o curso de psicologia, lecionou durante um ano na Universidade de
Brasilia - UnB. Recebendo uma Bolsa de Estudos, ingressou no pós-graduação.
Terminou o Mestrado e defendeu tese em 1978. Em 1979, foi trabalhar na Universidade
Federal da Paraiba - João Pessoa, como professora de psicologia, após
ter trabalhado três meses no Ministério da Educação e Cultura,
para onde havia feito concurso, sendo muito bem classificada.
Especializada em psicologia infantil, Angela pretendeu realizar trabalho comunitário,
para ajuda à crianças pobres e, também, se empenhou na mudança
do currículo de psicologia para que atendesse às reais necessidades
do povo brasileiro.
Angela e João tiveram duas filhas: Anna Paula, nascida em 10 Ago 1978,
e Ana Luiza, nascida em 8 de junho de 1981. As meninas sempre foram a alegria
do pai e da mãe, crescendo saudáveis e bonitas, excelentes alunas do
Colégio Objetivo de Brasília.
Após trabalhar três anos na Universidade Federal da Paraíba,
em João Pessoa (1979 - 1981), a família voltou para Brasília,
e Angela trabalhou por dois anos no Ministério da Educação e Cultura,
como assessora técnica da Coordenação da Educação Pré-Escolar,
enquanto João ingressou, como médico pediatra, na Fundação
Hospitalar do Distrito Federal.
Em 1984, Angela entrou para o curso de Doutorado no Departamento de Psicologia
Experimental da Universidade de São Paulo, defendendo, em 1989, tese relacionada
à socialização da criança. A partir de 1986, deu início
à carreira acadêmica, como professora de psicologia na Universidade
de Brasília - UnB.
Angela e João separaram-se em 1992: Angela e as meninas foram passar um
ano e meio nos EUA e João dedicou-se à política, sendo Secretário
de Saúde do Governo do Distrito Federal nos anos de 1995 e 1996.
Angela foi para os Estados Unidos à convite do internacionalmente conhecido
teórico, na área da psicologia do desenvolvimento humano, o Professor
Jaan Valsiner. Foi trabalhar como Professor Visitante na University of North
Carolina, tendo desenvolvido muitos projetos em colaboração com o Professor
Valsiner e vários outros professores, incluindo o Prof. Jonathan Tudge (University
of North Carolina), Prof. Alan Fogel (University of Utah) e a Profa. Carol Eckerman
(Duke University).
Nos EUA, Angela e as crianças tiveram experiências interessantes,
aprendendo a apreciar a cultura americana e fazendo excelentes amigos. Juntas
com Cláudia Melo, aluna de Mestrado de Angela que passou seis meses com
a família em Chapel Hill (NC), passaram o Natal de 1993 na Disneyworld,
em Orlando, Flórida. Dentre outras viagens, conheceram Washington, Virgínia
Beach (onde morava Denise, querida sobrinha e prima, filha mais velha de seu
irmão Paulo Roberto), New Orleans, Atlanta e New York.
Angela teve a oportunidade de participar de vários congressos nacionais
e internacionais, divulgando os seus trabalhos de pesquisa, e assim conhecendo
vários paises e diferentes pessoas de todo o mundo. Seus projetos de pesquisa,
divulgados em apresentações realizadas em congressos científicos
e em diversas publicações de âmbito nacional e internacional,
versam particularmente sobre o desenvolvimento de comportamentos pró-sociais
na criança, o papel da comunicação e metacomunicação
no desenvolvimento humano, e atuação da professora na socialização
infantil e os processos e formação de crenças e valores relacionados
à vida social. Sua abordagem teórica na psicologia é denominada
co-construtivismo, sendo desde 1995 a coordenadora do Laboratório de Microgênese
das Interações Sociais do Instituto de Psicologia, responsável
pela formação de vários estudantes, e também Representante
da sua área no Programa de Pós-Graduação em Psicologia da
UnB.
Excelente pianista e compositora, no dizer de seu orgulhoso pai, Angela "abafa
" onde quer que exista um piano, um órgão, ou um teclado. Compôs
muitas musiquinhas para crianças: o barquinho, o fantasminha, o macaquinho,
etc. Na família, ninguém deixa de conhecer ou de cantar, dentre outras,
as que fez para seu pai, sua mãe e sua irmã Anna Maria, cujas letras
encontram-se nos respectivos resumos biográficos. Seu irmão Paulo Roberto,
companheiro de composições e "cantorias" (o piano e o canto
que faziam a alegria de seus pais nas reuniões de família), homenageou-a
com uma canção em cuja letra procurou resumir a sensibilidade e a ternura
de sua irmã caçula:
O MUNDO AZUL DE ANGELA
Por trás de montes dourados, lá onde o azul dominou,
Existe um Mundo Encantado, o Mundo Azul que a Angela criou!!!...
Se quiser cortar caminho pelos bosques da "jangal",
Há um trem bem ligeirinho, vermelhinho e pontual...
Mas se vir o mar sereno, você pode ir navegando
Num barquinho que é pequeno mas que a brisa vai levando...
Saltitante na floresta, pinta o sete o macaquinho.
Todo dia o sol sorrindo, pinta o azul de amarelinho...
Lá chegando, não se assuste com qualquer assombração
Pois existe um fantasminha muito alegre e brincalhão...
Por trás de montes dourados, lá onde o azul dominou,
Existe um Mundo Encantado, o Mundo Azul que a Angela criou!!!...
Lá tem gente que é fofinha; tudo é amor, sem exceção.
Com as pedras tem quem fala, lá não tem figuração.
Tudo lá é imantado da mais terna vibração
Neste mundo que é inspirado num imenso coração!...
Por trás de montes dourados, lá onde o azul dominou,
Existe um Mundo Encantado, o Mundo Azul que a Angela criou!!!...
He was married to João ABREU BRANCO JR on 1 Mar 1975 in Brasilia
- DF. João ABREU BRANCO JR was born on 21 May
1948 in Sao Paulo - SP. Angela Maria Cristina Uchôa ABREU BRANCO and João
ABREU BRANCO JR had the following children:
15 i.
Anna Paula Uchôa de Abreu BRANCO
was born 10
Ago 1978 in Brasilia - DF. Anna Paula Uchôa
de Abreu Branco
Primeira filha de Angela e João, nasceu em 10 de agosto de 1978 em Brasília.
Ao vê-la pela primeira vez, o pai disse, olhando para o bebê em seus
braços: " Nós já nos conhecemos de há muito, muito tempo,
não é mesmo minha filha?" Anna Paula era uma menina rosada e rechonchuda,
merecendo de sua mãe uma pequenina canção:
"Coisa rica fôfa, coisa fôfa rica,
coisa rica fofâ fôfa rica da mamãe!
Meus olhos são redondos, a bôca vermelhinha,
bochechas côr de rosa, eu sou mesmo uma gracinha!
Por todos sou amada, por todos sou querida,
Que um sol lindo e brilhante ilumine a minha vida!!!!"
Batizada pelo vovô Moacyr em Salvador, teve como padrinhos a tia Naná
(Anna Maria) e o tio Paulo. Mudou-se para João Pessoa /PB, com 6 meses,
e lá viveu por 3 anos e meio. Adorava o mar e brincar com as coisas da natureza.
Ao voltar para Brasília, desenvolveu ainda pequenina um amor à dança
que a fazia sempre disposta a dançar nas reuniões de família e
nas apresentações no teatro feitas pela sua academia. Mais tarde, aos
dezesseis anos, quando estava com a mãe morando em Chapel Hill, North Carolina,
fez uma bela apresentação com seus colegas no teatro da High School,
que mereceu uma grande foto colorida na primeira página do jornal da cidade.
Ainda pequena, com a mãe e a irmã, compuseram uma música
para o papai João:
"Meu papai, meu papainho,
ele é engraçado, ele é engraçadinho!
Corte o cabelo minha mãe sempre dizia.
Deixa prá amanhã, ele sempre respondia.
A barba ia crescendo e o cabelo ia também,
até que um belo dia não se via mais ninguém!
Meu papai, meu papainho,
ele é engraçado, ele é engraçadinho!
De manhã bem cedinho ele vai pro hospital,
cuidar das criancinhas que estão passando mal.
Ele é muito bom, ele é muito eficiente,
sempre que ele pode ele ajuda toda a gente!
Meu papai, meu papainho,
ele é engraçado, ele é engraçadinho!"
A experiência de viver nos EUA, para Anna Paula, teve um importante
papel: a convivência com pessoas de diferentes culturas (Chapel Hill é
um centro multicultural e uma cidade universitária) tornou-a uma pessoa
comunicativa e disposta a realizar-se profissionalmente em uma área que
lhe permitisse exercitar tal habilidade.
Aos dezessete anos, Anna Paula teve uma bela experiência: assim como
seu pai, dotado de uma vidência espiritual extraordinária, Anna Paula
teve a oportunidade de ver o protetor espiritual da família, o vovô
Emílio, avô do seu pai por parte de mãe. Um ano depois, uma interessante
visão de uma pessoa muito querida, a amiguinha Claudia, falecida semanas
antes, veio a confirmar sua sensibilidade espiritual.
Anna Paula sempre revelou-se uma pessoa determinada e apaixonada pela vida.
Inscreveu-se para o vestibular de Direito da Universidade de Brasília, e
pretende realizar cursos de pós-graduação no exterior.
16 ii.
Ana Luiza Uchôa de Abreu BRANCO
was born on
8 Jun 1981 in Brasilia - DF. Ana Luiza Uchôa
de Abreu Branco
Ana Luiza nasceu em 8 de junho de 1981. Filha de Angela Maria e João,
nasceu em Brasília por decisão de sua mãe que, na época,
ainda ensinava na Universidade Federal da Paraíba. Ao completar trinta dias,
voltou com sua mãe para João Pessoa, ficando apenas mais sete meses
e então retornando à Brasília.
Foi batizada pelo vovô Moacyr ainda bem pequenina, tendo como padrinhos
o tio Paulito (irmão da mamãe) e a tia Iara, irmã do papai João.
Os avós de Ana Luiza - Ena, Yolanda e o vovô João, todos três
exemplos de amor, dedicação e bondade - revezavam-se em cuidar do bebê
e da sua irmãzinha Anna Paula enquanto a mamãe e o papai trabalhavam.
Ana Luiza sempre mostrou-se uma criança muito meiga e carinhosa: gostava
especialmente de colher flores coloridas e ofertá-las às pessoas, como
prova de amor. Sua mãe, encantada com tal gesto, fez-lhe então uma
canção, também inspirada em uma espécie de mantra que Ana
Luiza gostava de entoar quando brincava nas areias da praia:
"Ady Narayan-Narayanaiá, Ady Narayan-Naranayanaiá!
Com um sorriso nos lábios ofereço uma flôr,
e os meus olhos se enchem de alegria!
Ao sentir que o amor mora em nossos corações
Anunciando a luz de um novo dia!
Ady Narayan-Narayanaiá, Ady Narayan-Naranayanaiá!
Uma linda canção fala de um país distante
Onde há muito tempo eu sonhava
Com a paz, com a luz das estrêlas a brilhar,
Linda flôr do amor a despertar!
Ady Narayan-Narayanaiá, Ady Narayan-Naranayanaiá!
Ana Luiza sempre revelou-se excelente aluna na escola, assim como sua irmã
Anna Paula, e, talvez pela convivência com pessoas mais velhas do que ela,
passou a ser muito reflexiva e amadurecida em suas idéias e opiniões.
Possuidora de uma bela voz, cantou no coral da escola quando morava em Chapel
Hill, North Carolina, não desejando, porém, prosseguir com o canto
quando de volta ao Brasil. Analú, como os familiares e amigos gostam de
chamá-la, tornou-se uma moça alta e bonita, tendo por objetivo seguir
os passos do pai na carreira de medicina, dedicando-se à promoção
da melhoria da qualidade de vida dos mais necessitados.
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